Trova de Mi Maior de Gavetão
larga-retoma devido à deixa da trova que subordina uma estrofe a outra .
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Pergaminho de Pedro Videl, Cantiga de Amigo,1201-1300 |
Entre os séculos XIV e XVI, com a construção do império português de ultramar, a língua portuguesa faz-se presente em várias regiões da Ásia, África e América. Com o Renascimento, aumenta o número de italianismos e palavras eruditas de derivação grega, tornando o português mais complexo e maleável. O fim desse período de consolidação da língua (ou de utilização do português arcaico) é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516.
A Trova que passou a pontilhar na Literatura de Espanha e Portugal, propagou-se pelos países da América Latina.
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Americo Balaan |
O repentista histórico é o andejo ou gaudério que surge na origem do gaúcho (ou el gaucho). Cruza os campos em busca de lonjuras, quando no sul da América as fronteiras são imprecisas. Até que provem ao contrário, justifica-se sua presença em terras, hoje brasileiras, do mesmo jeito e no mesmo período em que, em uruguaias, argentinas e chilenas. Da mesma forma que afirma o pesquisador argentino Abel Zabala, que o pajador constitui o arquétipo da identidade rio-pratense, pode-se dizer que o pajador é a própria identidade cultural do gaúcho brasileiro, muito bem retratada no personagem Capitão Rodrigo de Érico Veríssimo, em O Tempo e o Vento. Um dos indícios de que não se pode impor uma fronteira para o pajador é a semelhança cultural entre gaúchos brasileiros, uruguaios e argentinos. O próprio Martin Fierro, uma referência do cantor gaúcho, andejo e pajadoresco, escrito por José Hernandez nestas três nações, não identifica diferenças. Sabe-se que no ciclo do gado chimarrão o sul da América é disputado por índios, espanhóis e portugueses. Os cruzadores de campos vivem a cantar seus cotidianos e passam a improvisar aleatoriamente suas vivências, tornando-se os primeiros jornalistas xucros destes campos largos povoados por analfabetos (MENDONÇA, PAULO DE FREITAS, 2008, Blog Gildo de Freitas)
A trova, forma mais popular de improviso. Possui três estilos, Campeira (Mi Maior de Gavetão), Martelo , Estilo Gildo de Freitas e a Trova em Milonga, alem do Oi-La-Rai e tira-teima (tira-cisma).
Referencias:
BIANCELANA, Gisela A performance da trova gaúcha tradicionalista enquanto elemento da cultura popular brasileira. Santa Maria, 2007.
GARCIA.M.R, Rose A trova e a decima do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1990.
ALVES.D.V,João O improviso no Rio Grande do Sul (Payada e Trova: Raízes, Tronco e Ramagens). Porto Alegre, 2018.
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